Depois de discussões entre Planalto e Congresso e semanas de
interlocução entre os políticos, começa hoje a sabatina de Jorge Messias
para ocupar a vaga deixada por Luís Barroso no STF.
Como vai
funcionar: Indicado por Lula, Messias encara primeiro a Comissão de
Constituição e Justiça do Senado, onde precisa de 14 votos para avançar.
Depois, o advogado-geral da União precisará de ao menos 41 votos no
Senado para ser aprovado.
Nos bastidores, o governo está confiante. A conta levada ao Planalto
fala em cerca de 50 votos garantidos — acima do desempenho de Flávio
Dino em 2023. Já a oposição calcula que ele teria dificuldade até para
passar dos 35 votos.
Parte dessa tensão passa por Davi
Alcolumbre. O presidente do Senado demonstra resistência ao nome de
Messias. Por outro lado, se encontrou com o indicado de Lula na semana
passada fora da sua agenda oficial.
Já no Supremo, ministros de
alas distintas como Gilmar Mendes (ligado ao Centrão), Cristiano Zanin
(indicado de Lula ao tribunal) e André Mendonça (indicado por Bolsonaro)
têm atuado para que Messias seja aprovado.
A votação será mais
um teste da força do governo perante o Congresso meses antes das
eleições. Coincidentemente ou não, o governo federal ampliou de forma
significativa o volume de emendas parlamentares, liberando R$ 12 bi
somente em abril. (The News)

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