O impasse sobre o posicionamento da federação União Progressista no
Ceará parece ter um desfecho mais claro com a reconfiguração das
direções partidárias e a liberação dos filiados para apoiar qualquer
candidato a governador nas eleições de 2026.
A novidade foi
compartilhada nas redes sociais nesta quinta-feira, 2. O ex-deputado
Capitão Wagner fica com a presidência da federação no Ceará e deixa o
posto de presidente estadual do União Brasil, que será ocupado pelo
deputado federal Moses Rodrigues.
Já o deputado federal AJ Albuquerque continua na presidência estadual do PP.
O rumo da federação vinha sendo alvo de disputa entre a base governista
cearense e a oposição. Dentro da federação, Wagner apoia a
pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará e conta com
endosso do ex-prefeito Roberto Cláudio.
Enquanto Moses e AJ
trabalham pela reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). Apesar da
liberação dos filiados, a federação ainda pode coligar com algum
partido nas eleições deste ano e, assim, destinar boa fatia de recursos e
tempo de rádio e TV para propaganda eleitoral.
Liberação de filiados
Nessa
quarta-feira, 1º de abril, o PP antecipou a liberação dos filiados do
Ceará que concorrerão nas eleições de 2026 para apoiar qualquer
candidato a governador do Estado. Já nesta quinta, a federação anunciou
que o mesmo é válido para os filiados dos dois partidos.
"Ficam
liberados todos os filiados do partido União Brasil e do partido
Progressistas que venham a ser candidatos a deputado estadual e deputado
federal nas eleições de 2026, no Estado do Ceará, para optarem
livremente pelo apoio formal a qualquer candidato ao cargo de governador
do Estado, independentemente de alinhamento com eventual candidatura
majoritária vinculada à Federação União Progressista".
A federação estabelece ainda que eventual apoio à candidatura ao Governo do Ceará que não integre a coligação da qual faça parte a federação União Progressista não poderá, em nenhuma hipótese, fundamentar:a dissolução do diretório estadual do partido União Brasil e do partido Progressistas no Ceará;
a intervenção em seus órgãos partidários;
a aplicação de sanções que impliquem prejuízo direto ou indireto às candidaturas proporcionais do partido no referido Estado.
a dissolução do diretório estadual do partido União Brasil e do partido Progressistas no Ceará;
a intervenção em seus órgãos partidários;
a aplicação de sanções que impliquem prejuízo direto ou indireto às candidaturas proporcionais do partido no referido Estado.
Relembre o imbróglio da União Progressista no Ceará
Os primeiros passos para a formação da federação foram dados em março de 2025, com impactos na política cearense antecipados.
No
Estado, o União Brasil formava oposição ao governador Elmano. Havia, no
entanto, uma maioria de deputados federais da federação apoiando o
petista: AJ, Moses e Fernanda Pessoa, que era do União, mas que, nesta
janela partidária, migrou ao PSD.
O União Brasil tem também a deputada federal e esposa de Capitão Wagner, Dayany Bittencourt, na oposição. E o PP tem o deputado estadual Zezinho Albuquerque na base. Ele foi secretário de Cidades até essa quarta, quando saiu para ficar disponível para concorrer nas eleições de 2026.

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