Bancada cearense na Câmara se divide entre reeleição e nomes ao Senado

Dos 22 deputados federais que compõem a bancada cearense na Câmara, 19 vão tentar reeleição, ao passo em que os 3 restantes são pré-candidatos ao Senado: a deputada Luizianne Lins (Rede) e os deputados federais Eunício Oliveira (MDB) e Júnior Mano (PSB). Hoje com mandato de senador estão Camilo Santana (PT), Cid Gomes (PSB) e Eduardo Girão (Novo).

Cid e Girão caminham para o final do exercício e ocupam exatamente as duas vagas que serão abertas. À exceção do senador do Novo, as cadeiras são ocupadas atualmente por ex-governadores, perfil clássico dos que se elegem ao Senado. Caso tenham êxito nas urnas, Luizianne, Eunício e Júnior Mano vão romper essa característica que, historicamente, é vigente no Congresso Nacional.

Eunício, no entanto, já cumpriu mandato no Senado e chegou a ser presidente da Casa. Diante do cenário local, no entanto, ainda não há confirmação de que a pré-candidatura de Eunício vai avançar – pode restar ao MDB a posição de vice de Elmano.

Negociações embaralhadas
As negociações, em parte embaralhadas pela aproximação de Luizianne com a cúpula do projeto de reeleição de Elmano às vésperas da data provável para o anúncio da chapa da base, dia 4 de julho, sofrem dificuldades para acomodar os nomes que previamente estavam postos para a disputa senatorial, do PSD, MDB e Republicanos.

Neste cenário, o nome do deputado federal Domingos Neto (PSD) pode se insurgir como a escolha do PSD na majoritária. O governador Elmano já citou mais de uma vez o parlamentar ao responder em coletiva a perguntas sobre a composição da majoritária.

O PSD está entre os cinco partidos com mais prefeitos no Ceará e é uma das maiores bancadas tanto da Câmara quanto do Senado, o que o torna valioso à campanha da base.

Ao O Estado, interlocutores da cúpula da coalizão de Elmano afirmaram que a expectativa era de que a majoritária tivesse sido anunciada no último fim de semana, mas que há, contudo, divergência entre caciques do PT e do PSB sobre anunciar a chapa majoritária antes do dia 20 de julho, ou seja, das convenções partidárias.

Corrida pela Câmara dos Deputados
Os 19 deputados federais que objetivam ficar na Câmara em reeleição têm perfis diversos sobre a capacidade de se manterem no mandato. Em meio a 11 legendas que têm espaço na bancada, algumas podem não conseguir manter os espaços hoje ativos, perdendo os eleitos no pleito de 2022 e não conseguindo vencer com outros candidatos nas urnas de outubro.

Por outro lado, o da renovação, pode acontecer de correligionários que vêm de outras casas legislativas lograrem êxito, ajudando a manter ou ampliar a bancada das siglas. Hoje, PL, PSD, PSB, PT, União Brasil (UB), PCdoB, PP, PV, Rede, PDT e MDB têm, respectivamente, 3; 4; 3; 1; 3; 1; 2; 1; 1; 1 e 2 cadeiras na Câmara. Cada sigla pode lançar até 23 candidatos na nominata durante as convenções partidárias.

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