O PDT enfrenta um esvaziamento histórico na Assembleia Legislativa
após a saída de deputados estaduais eleitos em 2022 que, juntos, somam 1
milhão, 136 mil e 768 votos. Com o movimento, a sigla perde
praticamente toda a representação que conquistou nas últimas eleições.
O partido chegou a eleger 13 deputados estaduais, formando uma das maiores bancadas do Parlamento cearense. Agora, no entanto, chega ao mês de março com a base legislativa praticamente.
Os deputados Cláudio Pinho, Antônio Henrique e Queiroz Filho, remanescentes da bancada eleita em 2022, anunciaram a desfiliação da legenda e se juntaram ao deputado Lucinildo Frota, formando um bloco que deixa o partido em busca de novos rumos partidários.
A decisão ocorre em meio às mudanças no posicionamento político do PDT no Ceará. Atualmente, a sigla integra a base de apoio ao governo Elmano de Freitas (PT), situação que gerou desconforto entre parlamentares ligados ao ex-presidenciável Ciro Gomes, principal liderança do grupo oposicionista no Estado.
Os quatro deputados mantêm alinhamento político com Ciro Gomes e articulam a migração para outras legendas, com o objetivo de fortalecer o bloco de oposição ao governo estadual.
Com as saídas, o PDT perde força e representatividade no Legislativo estadual, refletindo a crise interna que atinge a legenda desde as disputas políticas e os conflitos partidários desencadeados nas eleições de 2022.
O União Brasil, PSDB e PL aparecem como principais opções partidárias para os deputados que pretendem disputar a reeleição em 2026, em um movimento que pode redesenhar o mapa político da Assembleia Legislativa do Ceará.

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