Com novo piso salarial, professores não terão aumento no Imposto de Renda

Foto: Reprodução

A Receita Federal entrou em campo para desmontar informações falsas que circularam nas redes sociais afirmando que o reajuste do piso salarial do magistério faria professores pagarem mais Imposto de Renda. Em nota divulgada nesta quinta-feira (22), o órgão esclareceu que ocorre exatamente o contrário: com as novas regras do IR, os profissionais da educação serão beneficiados, mesmo com o salário maior.

Segundo a Receita, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda — que passou a contemplar quem recebe até R$ 5 mil mensais — e a redução das alíquotas para rendimentos de até R$ 7.350 garantem alívio tributário aos professores da rede pública.

REAJUSTE COMEMORADO

O reajuste do piso salarial do magistério é comemorado pela Federação dos Trabalhadores em Educação (CNTE). A entidade considera que o índice de correção salarial, além de garantir ganho real, representa também conquista e valorização da categoria. O assunto ganha destaque, nesta sexta-feira (23), no Jornal Alerta Geral, com a participação do repórter Carlos Silva e comentários do jornalista Luzenor de Oliveira.

MENOS IMPOSTO DE RENDA

O fisco apresentou um exemplo prático para rebater o boato. Em 2025, com o piso salarial de R$ 4.867,77, um professor pagava cerca de R$ 283,14 de Imposto de Renda retido na fonte por mês, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, esse mesmo profissional passará a pagar apenas R$ 46,78 mensais de imposto, graças às novas regras do IR.

“O reajuste do piso não implica aumento de carga tributária para os professores. Ao contrário, a combinação do novo piso com a ampliação da faixa de isenção reduz significativamente o imposto devido”, destacou a Receita Federal.

REAJUSTE

O novo valor do piso salarial do magistério, reajustado em 5,4%, foi estabelecido por meio de Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Educação, Camilo Santana.

O texto ainda será analisado pelo Congresso Nacional, que tem prazo de até 120 dias para votar a MP. O piso anterior era de R$ 4.867,77, válido para profissionais da rede pública com jornada de 40 horas semanais.

De acordo com o governo federal, o reajuste representa ganho real de 1,5% acima da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que fechou 2025 em 3,9%.

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